Foi há cerca de um ano que dei vida a este pequeno espaço para expor as minhas aventuras por este Mundo fora. Hoje a fasquia das 2000 visualizações foi atingida!
Acho que está na altura ideal para começar a fazer umas remodelações e tornar este Blogue mais confortável para todos vocês. Sim, sem vocês estimados leitores, este Blogue não teria piada nenhuma (como diria o outro senhor)!
Mais uma vez, obrigadopela vossa visita e garanto-vos que são sempre bem-vindos/as!
Num dos dias das minhas férias, decidi afastar-me do mar e direccionar-me para o barrocal Algarvio. Visitar Silves é regressar às origens, regressar ao passado, ao tempo dos Mouros e de lindas
princesas (ou não). Nesta cidade Algarvia, podemos apreciar, relaxar e namoriscar no
lindo e único castelo em tom de vermelho escuro ao som das incansáveis cigarras.
Poderia fazer mil e uma descrições sobre o castelo de Silves, mas
fico-me por transcrever o texto presente no sítio da Internet do Turismo do
Algarve (Site):
«Construído pelos árabes Almorávidas no século XI, o Castelo de Silves
reflecte o esplendor que a civilização islâmica alcançou no Algarve.
Considerado monumento nacional desde 1910, é hoje o maior, mais importante,
e melhor conservado do Algarve. Este impressionante castelo – construído
em grés vermelho da região e taipa -, está situado no cimo da colina, rodeado
por uma cortina de muralhas e onze torreões.
A gigantesca porta principal, com acesso através da Medina, é resguardada
por duas torres e protegida pela casa do guarda. Cavada na muralha a norte, um
postigo apelidado de “porta da traição” chama a atenção dos mais curiosos, não
só pelo nome, mas porque tem acesso directo ao exterior.
No recinto interior, destacam-se o repousante jardim e os depósitos de
alimentos subterrâneos, em tempos silos árabes, com entrada por pequenas
aberturas ao nível do solo. A Cisterna da Moura, com cerca de 10 metros de
altura e quatro abóbadas assentes em colunas, e a Cisterna dos Cães, um poço
com 60 metros de profundidade, fazem lembrar as histórias das Mil e Uma Noites.
Uma visita a não perder, repleta de fragmentos de história, que permitem ao
visitante imaginar como seria a vida há dez séculos atrás. »
A cidade de Silves está bastante diferente de há uns anos atrás. Existem bastantes jardins e zonas de convívio e, mesmo, uma ciclovia que costuma ser característica das cidades modernas. Claro que quem vai a Silves tem de obrigatoriamente visitar o seu magnífico castelo de tons vermelhos. Para aceder ao seu interior, terá de ser paga uma simbólica quantia de 2,50 Euros.
Na minhas perspectiva, o castelo está sobaproveitado. Poderiam colocar água nos lagos artificiais existentes, alguns patos e pavões para dar um ar ainda mais exótico e colocar o bar existente a funcionar com uma lojinha de recordações de Silves e doces tradicionais do Algarve. Nada disto existe! Na realidade, as instalações estão prontas a funcionar mas continuam fechadas a aguardar por "melhores tempos".
Outra crítica que tenho mesmo de levantar: as placas informativas existentes pelo castelo estão unicamente em Português. Ora, a esmagadora maioria dos visitantes do castelo são estrangeiros (não vi um único Português), onde está a lógica disto? Fica a pergunta no ar...
Por fim, se aconselho a sua visita? Sem sombra de dúvidas!
Até à próxima viagem!
(As imagens e vídeos aqui presentessão propriedade do autor deste Blogue)
Foi há cerca de uma semana que voltei às “Arabias”. Contudo,
ainda vou continuar a falar sobre as minhas férias em Portugal, neste sentido,
as próximas entradas serão dedicadas a alguns locais por onde passei enquanto turista.
Hoje dedido esta mensagem a um sítio onde já foi colaborador e, nestas férias,
passei a usufruidor: o Zoomarine.
Foi ao fim de cinco anos que regressei ao primeiro emprego
oficial que tive aos 17 anos. Com o meu trabalho no Zoomarine pude crescer muito
e ganhar algum dinheiro que me permitiu comprar alguns “miminhos” que de outra
forma nunca conseguiria.
Para quem não sabe, o Zoomarine é um parque oceanográfico situado
no Algarve que nos permite assistir a espectáculos com animais aquáticos e aves
de rapina e tropicais. Este parque tem apostado fortemente, nos últimos anos,
numa vertente de educação para a conservação da Natureza (para mais informações:
http://www.zoomarine.pt/ ).
Na minha visita deste verão, pude constatar algumas mudanças
significativas. A maior delas são os espectáculos. Estes, na minha perspectiva, estão
claramente piores de há uns anos atrás (piores não significa que sejam maus!). Digamos que finalmente mudaram os espectáculos,
mas se era para torná-los mais fraquinhos seria preferível manter os mesmos… O que
ressalta é efectivamente a grande vertente de educação para a conservação dos
oceanos (aspecto muito positivo)!
O Aquário é outro espaço bastante interessante para visitar. Nele podemos observar espécies marinhas bastante diversas tanto do "nosso" mar Português e mesmo de climas bastante dispares. A grande mascote deste aquário continua a ser a nossa queria Margarida.
Agora, a nossa querida Margarida:
Para além de todas as atracções ligadas aos animais e a educação para a conservação da Natureza, podemos experimentar - literalmente - a vida em determinados ambientes naturais e sua consequente destruição pelo Homem. Esta fantástica experiência pode ser apreciada no cinema 4D presente no Zoomarine. Diga-vos que foi a realidade virtual mais fantástico e "realista" que alguma ver tive o prazer de assistir! Este é, sem dúvida, outro local a não perder no Zoomarine!
Um dia completo quase não chega para viver todos os cantos e recantos deste maravilhoso parque . Depois de assistir ao espectáculos dos animais, de visitar o aquário e do cinema 4D, podemos sempre usufruir das diversões presentes para usufruto dos visitantes (montanha russa, barco pirata, búfalo,"escorrega" gigante de água, etc). Para refrescar nos dias mais quentes, um mergulho nas piscinas existentes são sempre uma mais valia!
Concluindo, para quem nunca foi ao Zoomarine e tem esse desejo, posso garantir que irão passar um dia maravilhoso!
Até breve!
(As imagens e vídeos presentes neste post são propriedade do autor deste Blogue)
Cheguei há poucos
dias das minhas mais do que merecidas férias gozadas em Portugal. Durante estas,
pude constatar diferenças significativas em relação à minha última viagem ao nosso
querido país (Março deste ano).
Após um ano
a viver fora de Portugal, regressei de novo durante duas semanas para visitar a
minha família, amigos e locais por onde fui feliz e aproveitar para fazer “vida
de turista”. Portugal é sem dúvida um país encantador! Mas nem tudo são «rosas»…
Confesso que
fiquei desiludido com “Portugal” nestas últimas férias… Como já devem ter lido
na minha última entrada deste Blogue, achei as pessoas bastante em baixo,
entristecidas e sem aquela simpatia e sorriso que tanto caracteriza os
Portugueses. Confesso mesmo que em determinados locais fui muito mal atendido.
Uma vergonha mesmo! Ora, se o feedback
que recebo das pessoas que vão de férias a Portugal (nomeadamente Kuwaitianos)
resume-se à grande beleza do nosso país e à simpatia dos Portugueses, não se
pode admitir que esta esteja, neste momento, moribunda! Obrigatoriamente, há algo
que tem de ser mudado com urgência! Seguindo esta linha de raciocínio, se a
simpatia era um dos aspectos que levava muitos turistas a escolher Portugal de
entre dezenas de outras opções, este ponto que diferenciava o nosso país deixa
assim de entrar “em jogo” e a levar, consequentemente, os turistas a escolher outro
país Europeu…
Apesar desta
nuvem negra que paira em Portugal, consigo obviamente levantar aspectos
positivos que nunca tinha observado anteriormente no nosso país. O maior foi
sem dúvida o policiamento de proximidade. Finalmente vi polícias a andar pelas
ruas da cidade de Lisboa e mesmo no Metropolitano. Diga-vos que vivi dois anos
em Lisboa e nunca, mesmo nunca, tinha visto tantos polícias em locais públicos
como nos poucos dias em que estive de férias em Lisboa.
Para terminar,
posso avançar que estas férias permitiram-me chegar a uma conclusão muito
importante: não quero voltar a viver em Portugal nos próximos anos! Se vou
continuar no Kuwait muito mais tempo não sei… Só sei que o Universo irá
encaminhar-me para os locais onde tenho mesmo de ir. Se tenho medo de ir para alguns
países/cidades em concreto? Não podemos ter medo de nada quando nunca estamos
«sozinhos»!
Ao fim de alguns dias de ter celebrado um ano a viver no
Kuwait, vim passar umas semanas de férias à minha terra Natal: Portugal.
Ontem, cheguei a Lisboa após um voo Kuwait – Amesterdão de 6
horas mais Amesterdão – Lisboa de 3 horas (já para não falar da longa espera
pelo voo de ligação: 6h45 minutos…).
Chegado a lisboa, decidi “matar” o tempo no Centro Comercial
Vasco da Gama e áreas adjacentes enquanto aguardava pelo comboio para regressar
à minha cidade de residência. Foi neste momento de espera que apercebi-me de
como se encontra o estado do nosso país.
Apesar da distância e do pouco tempo livre, acompanho as notícias
sobre Portugal diariamente. A última bomba foi, mais uma vez, sobre o tema
crise-Troika-empréstimo-dinheiro-deficit-falências-aumento de impostos…
Das poucas horas em que estou em Portugal e pela primeira
vez, algo me assusta, me transmite uma sensação de mau estar. Todo este
estrangulamento financeiro que os cidadãos (?) Portugueses vivem está a
transformá-los em pessoas sisudas, tristes, transmitindo vibrações negativas; Portugal
vive mesmo numa atmosfera pesada/negativa. Tenho medo! Tenho medo, pois quando
um país que não tem “nada”, não tem “nada” a perder quando a revoltar popular começar…
Acredito que algo
irá acontecer em Portugal… não sei o que
será, mas que o «dia 21 de Dezembro de 2012» poderá chegar mais cedo a
Portugal, isso sim será possível…