sábado, 11 de agosto de 2012

Ramadão: as noites de Salvação do Fogo do Inferno.


Passadas três semanas após o início do mês do Ramadão, chegamos ao período mais importante deste mês para os Muçulmanos praticantes: o “dia” em que Maomé recebeu os primeiros ensinamentos do Alcorão. Mas antes disto e como prometido, vou falar-vos primeiramente das pessoas que rompem com as regras impostas durante o presente mês religioso.

Independentemente da Religião seguida ou da Nacionalidade das pessoas que vivem no Kuwait, ninguém pode comer, beber ou fumar em locais públicos durante o tempo estabelecido para o jejum (neste momento inicia-se por volta das 3h25 até às 18h25). Apesar de todos os avisos e chamadas de atenção sobre este aspecto, li em notícias deste país que no primeiro dia do Ramadão um Indiano foi apanhado pela polícia a beber água em local público; mais recentemente um outro indivíduo foi abordado pela polícia enquanto fumava dentro do seu automóvel.

A punição para estes e outros prevaricadores resume-se a uma determinada coima (não consegui obter informação sobre o valor) e a prisão imediata dessa pessoa até ao final do mês do Ramadão (uma coisa é certa, se não respeitam o jejum em liberdade têm de o cumprir em prisão e, neste caso, já nada tem a ver com Religião!).

Apesar de um ou outro contratempo em relação ao cumprimento das regras durante o Ramadão que os estrangeiros poderão por momentos esquecer-se, a demanda religiosa dos Muçulmanos nunca pode parar!

Os últimos 10 dias do mês do Ramadão são os mais importantes durante todo este período de efervescência religiosa. Segundo a sua narração religiosa, o profeta Maomé costumava retirar-se para orar e meditar num dos montes junto de Meca. Foi, então, num desses retiros espirituais numa das grutas do Monte Hira, Maomé fora visitado pelo Anjo Gabriel [Fonte] que lhe transmitiu as primeiras mensagens da palavra de Deus:

«Chegado aos 40 anos de idade, Muhammad [Maomé], começa a receber a mensagem da palavra de Deus, por intermédio do Arcanjo Gabriel (Jibrail), na cava de Hira, perto de Meca.
Muhammad envolto numa manta, em silenciosa vigília nocturna, ouve uma voz que o chama; descobrindo a cabeça, um jacto de luz incide sobre ele, com tão intolerável esplendor, que o faz desmaiar. Ao voltar a si, Muhammad vê um anjo de forma humana, que aproximando-se dele lhe mostra um pano prateado coberto de caracteres.
- Lê! Diz-lhe o anjo.
- Não sei ler! Replica Muhammad.
- Lê em nome de Deus! Repete o anjo.
No mesmo instante, o Profeta sentiu que uma luz celestial lhe iluminava o entendimento e leu o que ali estava escrito: “ Ó Muhammad, em verdade és o Profeta de Deus! E eu ou o Anjo Gabriel” (Jibrail).
A partir de então, o Mensageiro Sagrado continuou a receber sucessivamente, durante o período de vinte e três anos (entre os anos 609 e 632 D.C.) as revelações da palavra de Deus, que depois foram compiladas no Alcorão.» [Fonte]

Revelação do Alcorão ao profeta Maomé pelo anjo Gabriel.

Este últimos 10 dias de Ramadão são chamados como “as noites de Salvação do Fogo do Inferno” [Fonte]. Durante este período, os Muçulmanos intensificam (ainda mais) as suas orações através da recitação de recordações de Allah, leitura do Alcorão e suplicação do perdão de Allah. Estas submissão religião tem como finalidade o perdão de todos os pecados cometidos pelos Muçulmanos (de cariz pessoal, ou seja, cada um pede o perdão dos seus próprios pecados) e pela recompensa de 1000 meses de Adoração ( «Uma oração nessa noite é melhor do que 84 anos de adoração, porque talvez você adore a Allah durante 84 anos sem sentir realmente Allah no seu coração. Mas talvez nessa noite você faça tudo aquilo que você não faria em 84 anos, na busca da Satisfação e do Perdão de Allah. Então essa noite é melhor para ti do que 84 anos. Se você adorar a Allah verdadeiramente como Ele merece ser adorado, se humilhando perante Ele e suplicando a Ele será melhor para você do que 1000» [Fonte]).

Não contradizendo esta informação, os últimos dias do Ramadão - por aquilo que vejo - são momentos em que o consumismo dispara em flecha! Durante as primeiras duas/três semanas deste mês, vêem-se poucas pessoas na rua e em zonas comerciais. Neste momento em que vivemos "as noites de Salvação do Fogo do Inferno" os centros comerciais estão muito mais movimentados por Kuwaitianos carregados com sacos de compras. Não seria suposto estarem nas Mesquitas a pedir perdão a Allah? Em conversa com um amigo que segue a religião à risca e colocando-lhe esta questão, a resposta que obtive foi: «são opções».

Opções ou não, o Mundo está mesmo em mudança! Eu diria mesmo que a diminuição da intensidade religiosa (seja qual for a Religião) é uma evolução natural. Basta, neste sentido, olharmos para os Católicos Portugueses de há uns cem anos atrás e para os supostos Católicos actuais. Estes dizem-se Católicos mas depois não cumprem com qualquer tipo de obrigação religiosa e os pecados ("mortais") são ferramentas por (alguns) deles utilizadas diariamente.

Até breve!
 


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

À conquista do deserto Kuwaitiano!


Durante o mês do Ramadão, todos os trabalhadores do Kuwait têm o horário de trabalho reduzido. Este tempo livre permitiu-me fazer algo que me importunava há algum tempo: ver camelos no seu meio natural e ir ao deserto.

O Kuwait é um dos países Árabes cujo horário de trabalho, durante o presente mês do Ramadão, é limitado a um máximo de 6 horas por dia. Este facto faz com que eu tenha mais tempo disponível para explorar verdadeiramente o Kuwait.

Há uns dias, decidi aventurar-me com alguns dos meus amigos Tugas por “terras nunca antes percorridas”. Qual era o objectivo inicial? Ir até junto ao Iraque. Esta intenção não passou disso mesmo, pois o mais próximo que poderíamos estar do Iraque seria por esta imagem (um toque de sarcasmo por parte de um dos Tugas):


Depois de percorrermos quilómetros e quilómetros numa autoestrada rodeada por um deserto interminável (finalmente estava no deserto!), decidimos desviar a nossa rota e aventurarmo-nos por um dos (poucos) desvios dessa via rápida. Andamos um pouco até que avistámos camelos ao longe. Este avistamento longínquo já me tinha saciado a vontade de ver camelos no deserto, porém eis que…




... havia alguns camelos mesmo junto da estrada a vasculhar o lixo. Aproximamo-nos deles com algum receio (estes camelos andam literalmente à solta; os donos vivem em tendas montadas no meio do nada [ou será no meio de tudo, na perspectiva destes nómadas?!]) e uma das Tugas decidiu sair do carro para tirar umas fotografias junto dos bichos. Bem, como os animais estavam entretidos a comer aquilo a que chamamos de lixo, conseguimos tirar umas fotografias de verdadeiros aventureiros! Quando chegou a minha vez de ser alvo da óptica do telemóvel, eis que um dos camelos decidiu aproximar-se de nós! Digamos que me ia borrando de medo (desculpem-me as palavras)!!!

Seguindo a nossa viagem, desta vez junto do mar, encontramos camelos mais claros (não sabia que havia camelos desta cor…).




Retomamos, posteriormente, o nosso rumo até que decidimos voltar para trás devido à enorme distância que ainda se avizinhava até ao Iraque…

Principal impressão desta aventura: o Kuwait é muito maior do que alguma vez tinha calculado. Passei todos estes meses (já por aqui ando há 11 meses!) dentro da zona habitada e desconhecia, por completo, este imenso deserto à espera de ser conquistado pelo betão.

Ficam aqui mais algumas imagens, desta vez, do deserto:





 Até à próxima aventura! 

 

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Jejum religioso: para quem?


Há cerca de uma semana, deu-se início ao mês do Ramadão para os seguidores do Islamismo. Com ele, os hábitos e costumes das populações alterou-se drasticamente: a imposição do jejum durante o dia, a oração constante, a leitura do Corão de forma mais acentuada, a pacificação de situações anteriormente densas e conflituosas, a comunhão familiar, etc.

Um dos pilares do Ramadão é, como genericamente se sabe, a prática do jejum (não comer nem beber nada durante todo o dia). Mas quem deverá cumprir esta submissão religiosa?

De forma geral, esta deverá ser praticada por todos os Muçulmanos, mas com excepções. Estas excepções abrangem: doentes crónicos (por exemplo, diabéticos), pessoas com debilidade física e/ou mental, pessoas doentes temporariamente durante este período, grávidas e mulheres lactantes (as mulheres grávidas não são uma excepção à partida, esta deverá ser indicada pelo médico que acompanha a gravidez) e crianças e jovens.

Sendo que as crianças e os jovens encontram-se fora desta obrigação, quando deverão iniciar o jejum religioso? Nada mais simples, com o início da puberdade. No ano em que um dos jovens inicia o jejum pela primeira vez, o Ramadão desse ano em concreto transforma-se num momento muito especial para toda a família.

Já no que toca às pessoas que não poderem cumprir o jejum durante o mês do Ramadão devido a questões de saúde ou de maternidade deverão fazê-lo mais tarde quando a sua enfermidade terminar ou existir indicação médica nesse sentido. Porém o que acontecerá aos prevaricadores do jejum religioso sem motivos de saúde que o justifique? Vejam a resposta em breve numa das publicações vindouras…

Para concluir, o jejum religioso deverá ser respeitado por todos os Muçulmanos de preferência no mês do Ramadão, mas, caso não apresentem condições de saúde para tal, deverá ser seguido necessariamente mais tarde. 

Ate breve!

domingo, 22 de julho de 2012

Características do Ramadão


 Umas das características genericamente conhecidas em todo o Mundo sobre o Ramadão limita-se ao facto de os Muçulmanos só poderem comer e beber durante a noite, tendo, assim, de jejuar durante o dia. Digamos que esta perspectiva não está errada mas é deveras limitada. O que significa o Ramadão para além do jejum?

Há cerca de uma semana, em conversa com um dos meus amigos Kuwaitiano, fiquei a conhecer a abrangência e sobretudo a simbologia do Ramadão de acordo com os princípios religiosos dos praticantes. Neste sentido, pode-se seleccionar cerca de quatro características/princípios da prática do Ramadão:

- Religioso/espiritual: a prática do jejum significa, na sua essência, a submissão a Deus. Este é um período de grande intensidade religiosa onde os Muçulmanos (só alguns deles, nomeadamente aqueles que vivem a religião de forma mais intensa) passam grande parte do dia/noite a orar, a ler o Corão e a dedicar-se a Deus.

- Social: o mês do Ramadão é um período por excelência para colocar de parte algum conflito familiar ou com vizinhos de parte. É uma espécie de interrupção de questões discordantes entre as pessoas. Terminado o Ramadão, estes conflitos poderão continuar como antes, mas em regra cessam mesmo!

- Físico: os Muçulmanos acreditam que a prática do jejum (não ingerir nada, mesmo nada, durante todo o dia) origina uma limpeza física/orgânica de todo o sistema digestivo. Este reage positivamente ao jejum e inicia, assim, uma espécie de auto limpeza e eliminação de resíduos tóxicos, gorduras, etc de todo o aparelho digestivo.

- “Direitos Humanos” (foi assim que me transmitiram este princípio): o facto de passarem fome faz com que todas as pessoas, independentemente sejam ricas ou não, sintam fisicamente o que as pessoas pobres passam durante todo o ano. É uma espécie de lição moral sobre os bens materiais.

Resumidamente, estas (e outras) são as crenças que orientam os Muçulmanos na sua demanda religiosa durante o Ramadão e pelo enorme respeito e submissão (na minha perspectiva, medo) que têm perante Deus.

NOTA: mais uma vez, tudo o que se encontra aqui escrito foi-me verbalizado por um Muçulmano praticante. A sua veracidade científica não foi alvo de pesquisa (e não é isso que se pretende neste momento).

Até breve!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Chegou o Ramadão!


 Após vários meses vividos no Médio Oriente, chegou um dos períodos por mim muito aguardado: o Ramadão! Muito se ouve falar desta característica fundamental do Islamismo, porém quando se vive num país esmagadoramente Muçulmano começamos a tomar consciência (começamos a aprender!) que este período tem uma simbologia muito mais abrangente do que “passar fome” como ignorantemente se afirma.

Hoje é o dia em que efectivamente o Ramadão começou. Mas, será que já sabíamos à priori que se iniciava mesmo a 20 de julho? Não! Até ontem à tarde não se tinha a certeza do início exacto do Ramadão, pois poderia começar a 20 ou a 21 de julho. Por quê? Tudo devido à Lua! Esta religião baseia-se sobretudo na posição da Lua e do Sol (irei escrever sobre a relação da Lua com esta religião em breve; assunto muito curioso!), logo, só ontem à noite e de acordo com a visualização do início da lua quarto crescente se concluiu que o Ramadão teria início no presente dia.

«Ramadão», em primeiro lugar, é o nome de um dos meses do calendário lunar Muçulmano (no Kuwait, o calendário gregoriano é utilizado como referência geral sendo o calendário islâmico utilizado, sobretudo, para questões religiosas). Com o início deste mês, adivinha-se um período muito especial de intensa actividade e comunhão espiritual e de harmonia com todos os cidadãos.

Uma das regras fundamentais do Ramadão é não ingerir nada (sólido ou liquido) durante a maior parte do dia (não, não é durante toda a noite que o jejum cessa; há um determinado período!). Isto significa que não podem comer, beber (nem sequer água!), fumar, mascar pastilha, etc…

Para os não religiosos ou para os seguidores de outras religiões ou livre pensadores a proibição também se lhes aplica! Claro que poderão fazê-lo mas sempre dentro de casa! Caso contrário e se forem apanhados pagam uma determinada multa e são mesmo presos independentemente da confissão religiosa ou nacionalidade.

Durante o Ramadão vou apresentar várias características deste período e de algumas situações que poderei presenciar in loco.

Até breve!

NOTA: tudo o que escrevo e irei escrever sobre o Ramadão foi-me ensinado directamente por Muçulmanos praticantes!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Os Muçulmanos e a tese sobre a carne de Porco


 Como é amplamente sabido, os Muçulmanos são um dos seguidores religiosos que não ingerem carne de Porco e seus derivados. Dentro deles, verifica-se também a sua abstinência noutras religiões: Judaica e Adventista do Sétimo Dia (outras religiões fomentam o vegetarianismo).

De acordo com os meus colegas de trabalho (Muçulmanos), o motivo de não consumirem este animal limita-se, numa primeira visão, ao facto de o Corão indicar que o Porco é um animal sujo. Não obstante, mais recentemente fiquei a saber que outra razão seria o facto de provocar mau odor corporal aos seus consumidores (segundo esta perspectiva, o mau odor de várias Portugueses está explicado…).

Para complementar esta tese, tive obrigatoriamente de ler alguns artigos sobre o assunto.
Em primeira instância, o argumento de provocar mau odor corporal não está descrito em nenhum dos documentos que li. Em relação à sujidade do Porco e para quem já os viu na sua actividade natural, não deixa de ser verdade. Porém, nada como uma boa lavagem para que o “problema” se resolva.

Todavia…

Vamos ler a seguinte citação:
« e o porco, porque tem a unha fendida, de sorte que se divide em duas, mas não rumina, esse vos será imundo» Levítico 11:7 do Antigo Testamento
Vendo bem as coisas de forma imparcial, no livro sagrado dos Católicos também existem passagens a falar do que se deve e não se deve comer no qual a carne de Porco é uma das que se deveriam evitar.

Religião, teses, fundamentalismos ou imposições religiosas à parte, uma coisa é certa: a carne de Porco é uma da principais causas de transmissão de doenças parasitais na alimentação humana (em comparação com outros animais consumidos) sente este um dos argumentos que por ventura fizeram com que os Muçulmanos tomassem a atitude de a eliminarem da sua dieta alimentar [tendo em conta que há centenas de anos atrás, a inexistência de antibióticos faziam com que este género de infecção fosse inevitavelmente mortal em casos agudos].

Exposta toda esta informação de forma claramente resumida, dou a conhecer o meu caso pessoal: passo meses e meses sem tocar num único derivante de Porco  (pelo facto de não existir no Kuwait) e sinto-me lindamente! É verdade que esporadicamente sinto vontade de comer uma bela bifana, mas não é pelo facto de ser carne de Porco, sim pelo seu sabor!

Qual é a vossa opinião sobre tudo isto?

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Carinha laroca


Hoje, ao fim de passar  um mês sem escrever nada, arranjei um tempinho para limpar as teias a este espaço.

Fiz há poucos dias 10 meses que estou a viver no Kuwait. Calculo que hajam algumas pessoas que estarão a ler este texto e a pensar: “porquê que este gajo está sempre a contabilizar o tempo que está fora de Portugal?”. Bem, a minha resposta é simples: um dia se viverem fora do nosso país, perceberão o motivo…

Agora e como prometido, vou descrever a sessão de limpeza facial que vivi há algumas semanas.

Semanalmente, vou a um barbeiro junto de minha casa para aparar a barba e cortar o cabelo se necessário. Um dia, ele perguntou-me se queria fazer algo à cara. Bem, tenho de fazer uma ressalva: o inglês do barbeiro é limitado. Eu, por tanta pressão que me fez, aceitei! Levaram-me para uma sala particular com um enorme plasma, passaram-me o comando para a mão e deu-se inicio ao tratamento: colocou-se inicialmente um creme bastante refrescante na cara enquanto uma máquina disposta ao meu lado ia libertando vapor de água para esta. Ao fim de uns minutos, retirou-se o creme e apontou um aparelho que lançava uma espécie de micro choques pela face (parecia aquelas “raquetes” para matar moscas e mosquitos com choque). De seguida, mais um creme refrescante com aroma a menta, mas, desta vez, azul… passados mais uns 10 minutos, retirou-me o creme e começou a tirar os pêlos da cara com a mesma técnica que é utilizada para delinear as sobrancelhas com linha de “costura”. Nunca pensei que aquela técnica também era conhecida por terras Árabes… Por fim, mais um creme e saí do barbeiro com carinha de bebé!


O curioso em toda esta história é o facto de num país Muçulmano onde tudo é supostamente muito “Macho” devido às imposições culturais/religiosas, estas práticas de retoques de beleza em homens ser bastante comum (há homens que levam horas em salões de beleza! Bem, também não fazem mais nada na Vida…). Já em Portugal, um país supostamente “livre”, estes comportamentos são encarados como algo (só) para mulheres e visto como um momento de gozo quando feito em homens.

Espero que comece a obter mais tempo livre, para puder escrever com maior frequência neste espaço.
Fico a aguardar perguntas e sugestões!

Obrigado por tudo!